Projeto: Escola Marques de Monte Alegre
Área: 3.000m2
Local e data: Piracicaba, São Paulo / 2005
Memorial arquitetônico: Em 1922
foram fundadas, no bairro do Monte Alegre, as “Escolas Reunidas de
Monte Alegre”, que começaram a funcionar em um prédio provisório,
defronte ao atual. Em 1924 foi inaugurado o edifício definitivo, que
ficou conhecido como Escola Marquês de Monte Alegre. Na restauração do
monumento arquitetônico “Escola Marquês de Monte Alegre” não houve a
pretensão do retorno a uma originalidade. No restauro desse monumento,
a pretensão da FATO, que aplica a teoria de restauro de BRANDI foi
trazer de volta a unidade da arquitetura criada, e assim, restaurar a
emoção causada pela “Escola Marquês de Monte Alegre” aos moradores e
visitantes de Piracicaba.
SAIBA MAIS:
Na restauração do monumento arquitetônico “Escola Marquês de Monte
Alegre” não houve a pretensão do retorno a uma originalidade, não
houve a pretensão de deixar as marcas do tempo, não houve a pretensão
de esconder as interferências ou de marcar “o novo e o velho”. No
restauro desse monumento, a pretensão da
FATO Arquitetura
(empresa responsável pela restauração), que aplica a teoria de
restauro de BRANDI foi trazer de volta a unidade da arquitetura criada
, e assim, restaurar a emoção causada pela “Escola Marquês de Monte
Alegre” aos moradores e visitantes de Piracicaba.
A Teoria de Restauro (1963) de Cesare BRANDI, consisti numa postura
que vem sendo bem aceita pelas discussões e resultados práticos no
contexto da produção arquitetônica contemporânea. A teoria brandiana
considera a obra arquitetônica enquanto obra de arte quando se
reconhece sobre ela, primordialmente um valor estético, valor além de
suas funções utilitárias, e por isso merecedora da reflexão particular
do arquiteto sobre o objeto. Em 1922 foram fundadas, no bairro do
Monte Alegre, as “Escolas Reunidas de Monte Alegre”, que começaram a
funcionar em um prédio provisório, defronte ao atual.
Em 1924 foi inaugurado o edifício definitivo, que ficou conhecido como
Escola Marquês de Monte Alegre. Na década de 1940, fez-se uma
ampliação que seguia as características do edifício anterior. No dia 3
de dezembro de 1944, inaugurou-se a Seção de Higiene e Educação
Sanitária ao lado Seção de Higiene e Educação Sanitária ao lado da
Seção de Costura e da Biblioteca “Pedro Morganti”, que contava com um
acervo de 349 livros. A “Escola Marquês de Monte Alegre” possui
características marcantes que dão identidade especial ao conjunto de
edifícios. Uma dessas características é a existência de um eixo, que
divide a escola em duas metades perfeitamente simétricas.
Esse eixo se inicia no portão de entrada, atravessa todo o acesso
principal, cruza toda a escola e culmina na parede do fundo do palco,
anexo ao pátio do segundo bloco. Uma das intenções do projeto de
restauro foi recuperar fielmente a arquitetura do monumento em sua
unidade. Alguns elementos novos, criados em resposta às novas
demandas, deveriam, portanto, respeitar essa arquitetura. Um dos
recursos foi denunciar os novos elementos aos olhos do observador pela
tensão entre o novo e o antigo. Tal postura se justifica na medida em
que ficou mais fácil observar o eixo de simetria original,
característico da obra. Assim, foi criado um novo acesso lateral,
perpendicular ao eixo principal de simetria, para facilitar a
circulação. Isso estabeleceu tensão entre o novo e o antigo. Ainda,
devido à mudança de mantenedoras, o edifício foi sendo desfigurado
porque ganhou anexos que se amalgamavam ao corpo principal. Com isso,
perdeu-se a beleza do conjunto arquitetônico. Alguns desses anexos
foram, portanto, retirados.
Outro ponto importante diz respeito à apreensão do conjunto pelo
observador que passeia pelas calçadas e ruas do bairro. A
descaracterização dos muros externos, somada aos vários remendos no
muro lateral, mudou a maneira como esse observador olha o monumento. O
projeto buscou a mesma apreensão da antiga leitura. |